8/18/2015

Uma senhora na estrada


Acabei de me despedir de minha esposa, e estou em mais uma de minhas viagens como entregador de encomendas. Sei que é perigoso dirigir em alta velocidade em meio a uma tempestade tão forte como essa, mas olhar para o relógio e perceber que já são três horas da manha só me deixa mais preocupado e querendo finalizar logo todas as entregas que empestam o meu caminhão.

Sinto que a chuva está fraquejando e que me aproximo de uma parada de ônibus muito popular nessa região onde o predomínio são florestas enfeitadas por misteriosas cabanas, daquelas típicas de filmes de terror, mas isso não me amedronta, pois em meus 12 anos como motorista de caminhão nunca vi ou percebi nem um tipo de acontecimentos ou fenômenos paranormais nessa região, ou em outra qualquer.

De longe consigo avistar as luzes da parada de ônibus e percebo que existe uma pessoa lá, mas três horas da manhã nesse lugar, deve ser alguém perdido, ou alguém que necessite chegar logo em algum povoado dessas redondezas. Sei que não devia parar, mas vejo que a pessoa não passa de uma senhora indefesa, que não para de dar com mão para que eu pare.

Resolvo parar e abro a porta do caminhão, rapidamente a senhora entra e olha diretamente nos meus olhos com um sorriso no rosto e o meu coração logo percebe que ela é uma pessoa boa e que só precisa de uma carona. Olho para o relógio e já são três e trinta da madrugada, pergunto a senhora onde ela vai descer do caminhão e ela me pede para dobrar em uma estrada de areia e eu falo que não posso, pois percorrer esse caminho pode prejudicar meu trabalho, então ela fala que se eu dobrar não vai me atrasar, pois o seu destino é muito próximo dali.   

Sabendo que algo de ruim poderia acontecer com aquela senhora se ela fosse percorrer aquela estrada de areia. Eu decido ir deixá-la em seu destino e quando percorro toda a estrada percebo que estou na beira de um abismo, pergunto à senhora se não peguei a estrada errada ela respondeu.
– Não você não pegou a estrada errada. Apenas pare o caminhão e não me siga.
Quando mais próximo do abismo, eu paro o caminhão e rapidamente a senhora abre aporta e sai de dentro do automóvel falado.
 – obrigada por tudo, meu nome é Jacira. E eu repondo.
 – mas onde é sua casa.
E logo não tenho resposta alguma da senhora Jacira, então resolvo sair de dentro do caminhão e não consigo vê a senhora, ligo a lanterna e me aproximo do abismo, quando chego lá, vejo um túmulo, possuindo uma cruz sem nem uma inicial, mas acompanhada de uma foto da senhora Jacira, onde em uma pequena descrição diz que ela tinha 82 anos de idade e que havia falecido em 1999.



Por: @rickizombie - Tumblr - Twitter

2 comentários:

  1. História boa, mas a pessoa que faz as traduções aqui no Medo B poderia se dedicar mais. Façam pelo menos uma revisão antes de postar, tá sempre cheio de erros dos mais variados tipos, se colocar minha sobrinha de 5 anos pra revisar isso aí até ela vai achar coisas pra corrigir.

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