4/28/2015

Relato de um MIB




Caro senhor Phelipe,

O senhor não me conhece. Descobri o seu email procurando na Internet por ufólogos do Rio de Janeiro.

Estou escrevendo este email por dois motivos. Espero que o senhor me entenda e não me tome por um louco charlatão.

O primeiro é para ajudar em seu trabalho. O segundo é para trocar informações sobre ufologia. Acredito que é necessário demonstrar meu interesse e intenção e portanto, estou anexando informações que considero interessantes nesta mensagem.

Não quero publicidade em torno do que vou relatar aqui. Por isso, manterei segredo sobre minha identidade.

Só o que me limitarei a dizer é que trabalho há mais de dez anos em uma unidade secreta das Forças Armadas que investiga o fenômeno dos Discos Voadores e seus tripulantes em parceria com grupos similares de outras nações, principalmente da Rússia, Israel, Canadá e Estados Unidos.
O Brasil mantém tratados secretos com estes grupos. Infelizmente, eu não sei coisas suficientes para relatar sobre as relações de pesquisa entre estes grupos, porque eu faço parte de uma equipe pequena, de quatro pessoas, todos ex-militares que apenas faz trabalho de campo. Nós chamamos este trabalho de “serviço sujo”. O que posso dizer é que nós obtemos material biológico e artefatos para pesquisa. Os artefatos são os objetos não biológicos.

Cada grupo ligado ao tratado (o tratado não envolve apenas os países que eu citei. São vários, com muitos grupos no mundo) faz uma parte do serviço, para que nenhum país ligado através do tratado fique em desvantagem tecnológica na análise deste material rico.

Cada país possui empresas privadas que operam em um sistema de fachada ou em um tipo de parceria secreta com os grupos de pesquisa, trocando informações e gerando várias patentes a partir do material obtido.
Recentemente eu comecei a me interessar mais pela origem destes seres. Ao longo dos dez anos em que eu mexo com isso, tive a oportunidade de ver pelo menos quatro tipos de criaturas diferentes. Algumas ainda vivas. Outras eu só vi carbonizadas ou mortas.

O trabalho de campo envolve partes que eu não posso revelar sob risco de colocar em xeque minha identidade.

O que eu posso lhe dizer é que o meu grupo atua no norte do Brasil. Mas existem outros que cobrem todo o território nacional, e partes do Paraguai, Uruguai e na região de fronteira com a Argentina. São todos grupos pequenos de no máximo quatro pessoas.

No meu grupo estão dois militares da reserva, um médico e um ex-policial civil.

Nós recebemos informes periódicos vindos de um grupo de monitoramento dos EUA, que cobre todas as Américas. Este relatório é atualizado apontando com coordenadas específicas de GPS as áreas de extensa atividade extraterrestre no Brasil. Sabemos que os Objetos vem aumentando sua presença desde o final da década de 70. Eles estão colocando em risco o tráfego aéreo nacional. Eles entram pelo norte e também pelo Sul do país, em uma velocidade acima de 20g.

Os objetos descem seguindo uma trajetória marcada por jazidas minerais, sobretudo urânio. Alguns dos objetos fazem trajetos derivados desta trilha principal.

Nós temos autorização de investir de modo hostil contra esta atividade. O que fundamenta nossa ação, é que só através da pesquisa do que se tratam estas criaturas e quais seus interesses, poderemos apontar um caminho seguro para todos nós. E para saber o que são, precisamos pegá-los e estudá-los.

Eu não sei nada sobre área 51 e essas coisas que se diz em filmes. Reporto as atividades do meu grupo em relatórios que são enviados a um comando central. Procedemos de acordo com parâmetros rígidos de conduta. Qualquer pisada fora da linha significa ser cortado do projeto. E isso não é bom. Entende o que eu digo?

As pessoas não sabem a realidade. Alguns acreditam que estas criaturas são seres angelicais.

Seres angelicais eu nunca vi. Mas já vi coisas realmente estranhas.

Poucos foram hostis conosco. Mas sabemos que a tecnologia deles pode ser muito perigosa. Muito mais do que você pode imaginar.

Eles parecem ser de outro planeta como todos dizem. Não posso afirmar, porque não sou cientista. Mas isso é minha opinião. Sou um ex-militar da reserva operando em atividade secreta para meu país. Minha missão é obter os espécimes, entregá-los e sair em busca de outros.

Para isso utilizamos helicópteros e equipamentos cedidos por nossos parceiros dos EUA e de Israel. Eu não sei muito sobre a estrutura dos grupos. Tudo que sei foi o que ouvi em uma conversa informal com parceiros que já estavam lá antes de mim.

Eles me disseram que como o nosso, cada país tem um grupo de resgate e interceptação, ligados a quatro centros de monitoramento mundial. Um deles é nos EUA, o outro na Rússia, um na Austrália e um outro que não sei onde fica. Suponho que fique na África, em algum lugar. Mas isso é só o que eu imagino. Em cada país, existe um grupo de análise, separação e investigação de material. O grupo de investigação faz uma triagem, e separa o material para enviar para centros específicos. Estes centros são espalhados em vários países. Lá dentro, as pessoas desmontam os artefatos e estudam as criaturas. No Brasil nós nunca conseguimos enviar um único ser ainda vivo. Todos morreram em menos de três dias. E pelo que eu soube, isso inclui os quatro bichinhos lá de Varginha.

Recentemente, logramos êxito em abater um artefato em situação de pouso. Ficamos monitorando a atividade de uma pequena cápsula durante nove dias, onde ela fez exatamente o mesmo trajeto, nas mesmas horas e minutos. Fomos enviados para uma operação de cerco lento. A cada dia, durante o amanhecer, nós nos aproximávamos de modo camuflado. Fomos chegando cada vez mais perto do ponto onde a nave descia. Fomos repetindo isso até estarmos em posição de abatê-la. Era necessário desligar toda e qualquer atividade elétrica em nosso acampamento a partir das cinco horas da tarde. Só religávamos os equipamentos às cinco horas da manhã, quando a atividade da cápsula havia cessado. Isso incluía lanternas, veículos, rádios, celulares e até relógios. Nós estamos preparados para ficar semanas de tocaia completamente ocultos, desde que não tenhamos nenhuma atividade elétrica de grande porte além da atividade elétrica corporal. Para evitar que esta atividade elétrica nos denuncie, temos que vestir roupas especiais bastante incômodas de um tipo de plástico grosso de cor marrom que encobre os rastros elétricos. Assim ficamos invisíveis para eles. É o mesmo procedimento usado em captura de seres em todo o mundo. Pelo menos, isso é o que me disseram. Eles nos detectam pelas ondas elétricas.

Finalmente conseguimos inutilizar o artefato, impedindo que o objeto decolasse na noite de 15/03/2007. A ação ocorreu num pasto não muito distante da cidade de Tasso Fragoso, no Maranhão. Nas proximidades da BR330.

Duas criaturas saíram do objeto e resistiram ao cerco, recorrendo à violência e tentando evadir-se. Ambas foram abatidas a tiros. Levamos o artefato num caminhão e as duas criaturas foram embaladas e enviadas para um depósito provisório onde armazenamos em gelo até que o encarregado de transportar o material para o centro de triagem chegasse.

Durante o tempo em que nós descarregamos os seres no galpão, eu fiquei sozinho com elas e fiz algumas fotos usando meu celular.

Eu não tive muito tempo e não pude fazer muitas fotos em função de estar com o celular com pouca bateria e devido ao nervoso de fotografar a criatura em segredo.

Nós somos proibidos de efetuar qualquer registro fora dos especificados em nossos relatórios de campo. Os riscos são altos. Eu tirei estas fotos para mostrar para um parente meu que não acredita. Mas acho que elas podem ajudar mais quem entende.

Eu sei que muitas pessoas não acreditam em discos voadores, que nem sempre são discos, e muito menos em extraterrestres. Eu gostaria de poder ter o privilégio de escolher entre acreditar ou não. Mas sou forçado apenas a admitir sua existência, e caçá-los.

Ultimamente comecei a me perguntar se agimos corretamente. Isso começou em 1998 quando tive que abater uma criatura pequena que parecia uma criança. A nave estava voando em baixa altitude e derrubamos o pequeno disco, que tinha o tamanho de um fusca. O disco caiu de uma altura de seis metros, se ameaçando todo. Do objeto, abriu uma escotilha e uma pequena pessoa saiu. Ela olhou para nós e tentou cobrir o rosto para se proteger dos holofotes. Neste momento eu descia armado do helicóptero para efetuar o procedimento de captura usando redes. A pequena menina, que era como ela parecia, olhou pra mim e eu vi que estava com medo. Tremia. Então ela tentou fugir e meu colega acertou quatro tiros nela pelas costas. Comecei a refletir sobre o destino daquela criatura. Ela não foi hostil. Será que temos este direito? Será que fazendo isso não estamos prestes a provocar uma guerra onde poderemos sair perdendo?

Estou anexando as fotos dos seres de Tasso Fragoso. Desculpe pelo texto longo.

Espero que possa ajudar em seu trabalho.

Manterei contato.











Essa pessoa que recebeu o texto existe, é o Philipe do blog Mundo Gump e ele afirma que o texto é ficcional. MAS ele já deu também uma entrevista pro Jô onde ele contou que já foi até ameaçado de morte por esse texto. Então agora é com vocês acreditarem ou não...

Vocês gostaram? Ele recebeu outro email dessa pessoa e você pode ler na parte 2


Mundo Gump
Bons Pesadelos...
Luiz Tonelli disse...

Não sei se meu comentário foi da primeira vez, mas vamos lá. Eu acompanho o mundo gump desde quando ele foi criado. Lembro que quando o Philipe lançou o relato de um MIB, ele fez várias paradas legais, dando vivacidade ao conto. Ele forjou que o site foi invadido por hackers, fez várias paradas que a galera ficou preocupada, é claro que tudo era uma brincadeira e ajudou muito promover o blog (na minha opinião o melhor do Brasil).

O Philipe é um cara extramente talentoso, quem acompanha o blog sabe que o cara é mestre na fotografia, 3D, modelagem, desenho e mais uma caralhada de coisas. No blog dele tem vários contos bacanas, leiam a caixa, quando lí, passei a madrugada toda lendo, é sensacional. http://www.mundogump.com.br/historias-longas/

Sem contar que o nome do blog faz jus a vida do cara.

Ana Claudia Castanharo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anonimô disse...

Muito legal o texto. Mas tem um erro: "eu faço parte de uma equipe pequena, de quatro pessoas, todos ex-militares" já alguns parágrafos adiante: "No meu grupo estão dois militares da reserva, um médico e um ex-policial civil." (tipo... esse cara aí tá mentindo hein...rs.... não confio nele)