4/06/2015

O lado sombrio do Rock: Coven - Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls

Boas novas meus queridos amigos e simpatizantes, perdoem-me pelo atraso, mas este fim de semana eu estava extremamente ocupado, numa outra oportunidade, passo os motivos para vocês.

Vamos ao que interessa, pra muitos, Black Sabbath foi a primeira banda de Heavy Metal da história, que mesclou peso, técnica e OBSCURIDADE, porém, entretanto, contudo, todavia, um ano antes do surgimento do Black Sabbath com o álbum auto intitulado “Black Sabbath”, uma banda menos reconhecida surgia com um trabalho no mínimo controverso e que é considerado por alguns, um dos trabalhos mais “fortes” realizado uma Bandas daquela época e vocês estão prestes a descobrir o motivo.

Coven é uma banda fundada em Chicago em meados dos anos 60, formada pela Vocalista Jinx Dawnson, o baixista Oz Osborne, o guitarrista Chris Nielsen e o baterista Steve Ross, a banda conta com um som bem estrutural e fixo, uma levada de Rock Psicodélica com influências notórias do Blues.

Mas bem, eu posso tratar sobre a Bandas em outra oportunidade e em um lugar mais específico, pois meu foco aqui é tratar sobre um dos álbuns mais Satânicos da história da música em geral, o Witchcraft Destroys Minds & Reaps Souls de 1969.


(Não vou afirmar uma data exata para o lançamento do álbum, até mesmo porque não tenho uma convicção exata para isso, tendo em vista que alguns dizem que foi no primeiro semestre do ano, outros dizem que foi no segundo).

Não abordarei todas as faixas para não estender a matéria, tratarei apenas as principais trilhas deste álbum, mas as que não serão abordas, não são menos importantes, então para os interessados, aconselho uma pesquisa sobre a banda e a escutem-na.

O álbum abre com uma música alinhada ao Blues/Hippie da época, porém, sua letra foge dos padrões da época, a canção “Black Sabbath”. O nome já diz tudo, a letra trata sobre o “Sabá Negro”, um Ritual que era realizado por bruxos e ocultistas na idade média, no qual ocorriam carnificinas, assassinatos e sodomia. Esta faixa já nos recebe de braços abertos e nos dá uma amostra do que vem pela frente.



Na terceira faixa, contamos com a presença da música “Coven in Charing Cross”, abordando em sua letra, um Ritual de bruxaria. Sabemos que na década de 40/50/60 e 70 os Estados Unidos era munido por uma forte influência da tradição Africana e principalmente Haitiana (O Vodu) levada pra lá pelos escravos de décadas anteriores. Contava também com os ritos e histórias sobreviventes da época da inquisição, quando, segundo eles, praticavam-se Rituais ocultos e iniciação ao chamado “Grande Coven”. A Banda explorou este lado oculto de seu país, trazendo para esta faixa, as forças da Bruxaria e a influência e receios causados por ela.



Na Quinta faixa, nos deparamos com mais uma música controversa, a trilha denominada “Pact with Lucifer” narra a história de um fazendeiro que realiza um pacto com o Diabo, para ter prosperidade, e narra detalhadamente cada passo, desde a realização do tal pacto, até o dia em que Lúcifer vem cobrar seu preço: “É o dia que eu disse que eu viria por você. E agora é hora de pagar a dívida.
Estou aqui para reclamar a alma que eu ganhei. Para selar o negócio e levar o seu filho!”



O mais contraditório, é que todas estas letras são encaixadas em arpejos musicais bem trabalhados, um instrumental um tanto quanto agradável de se ouvir.
A décima e última faixa, com o nome de “Satanic Mass” é a trilha mais sinistra e misteriosa da Banda, o ambiente muda e nos deparamos com uma espécie de “culto”, no decorrer da faixa, percebemos que se trata de um Ritual, as conjuras, as palavras e saudações, esclarece-nos que estamos escutando um Ritual “Satanic Mass” utilizado por LaVey em suas missas. O mistério se encontra justamente neste ponto, há quem afirme, que se trate de uma gravação real, qual os membros da banda estavam passando pelo Ritual de inicialização e resolveram tornar aquilo em uma faixa de seu álbum de estreia.
Se é verdade? Não sei, mas a há uma certa perfeição nos detalhes, algo que dificulta uma “simulação” e nos leva a crer que, talvez, os membros da banda Coven de fato realizaram tal Ritual.



Este é o lado obscuro de uma Banda que deu a chave para as bandas posteriores abrirem as portas para o sucesso, é impossível negar que Coven deu o Norte paras as outras bandas seguirem, o Heavy Metal tocado pelo Black Sabbath, conta com os elementos que outrora foram utilizados com uma riqueza de detalhes. Mas podemos notar que a banda não fez o sucesso esperado e nem tão pouco é cogitada quando falamos do Rock Psicodélico e tão pouco ainda citada quando falamos de Heavy Metal. Seja lá qual foi o pacto ou sacrifício feito, pode não ter do o devido sucesso para a Banda, mas com certeza, deu a ela o cargo da banda mais obscura de todos os tempos.



Post feito pelo Rodrigo Schmitz lá do grupo do Medo B!
Bons Pesadelos...
Junior Rodrigues disse...

pela qualidade do audio do ritual parece q foi gravado em estudio

pulp fiction disse...

faça uma resenha do banda Ghost, eles também utilizam destes artifícios, so que atualmente

pulp fiction disse...

Por favor xD

Dremock Vanir disse...

Pra vocês que gostam de contos de terror, deem uma conferida no meu blog
http://oficinadoshorrores.blogspot.com.br/

Marcos* disse...

O baixista do Coven se chamava **Oz Osborne**? Isso só pode ser gozação... (risos)

Contos Obscuros disse...

Sempre adorei do blog de vocês.
Sempre curti muito o compromisso de vocês com o blog e o publico.
Se puder dar uma olhada no meu e mandar algumas dicas eu agradeceria muito.
http://contosobscurosemacabros.blogspot.com.br/

O idiota disse...

Com certeza esse brother nunca se informou melhor sobre o tema, Coven foi a precursora do Doom Metal, gênero que tornou o Black Sabbath tão famoso e que originou o Stoner Rock/Metal que é tão difundido hj em dia. O Coven n é nem de longe a banda mais satânica da história, existem diversos grupos que se dedicam unica e exclusivamente a usar a temática satanista nas músicas, e elas não são psicodélicas e viajadas como o Coven, são cruas, pesadas e diretas. Aconselho que, quem se interessar, procure bandas d Black e Death Metal, particularmente eu sou fã do Black Metal norueguês, a primeira geração do black metal, cru e bruto. O envolvimento dos membros de várias das bandas em um grupo chamado de Black Circle, que planejava, inclusive, assassinatos, foi uma das muitas polêmicas que circundou a criação do Black Metal, os incêndios em igrejas católicas atribuídos a esse grupo e a conduta em palco, falam por si só. Recomendo aos que se ofenderam com a postura de bandas como Coven, que pesquisem uma banda chamada Mayhem, primícia do som norueguês, a capa do album The Dawn Of The Black Hearts, inclusive, traz a foto real do suicídio de um de seus vocalistas (Per Yngve "Dead" Ohlin). A conduta não para por aí, sugiro que o brother que escreveu a matéria se atualize um pouco mais.

Augusto Correia disse...

cara isso q eu ia falar. Com certeza ele nao conhece nenhuma banda de death ou black metal q sao brutais

Unknown disse...

caralho, peercebo que quando se cita o coven como uma das bandas mais obskuras ele fala daquela época, não dos tempos atuais ....porra era 1969, essa pentelhada que fez o mayhem não tinha nem saido da fralda porraa